Dizer “não” para um cliente pode ser sua melhor entrega
Em 2022, assumi um desafio complexo: reconstruir a imagem de um profissional que retornava ao Brasil após um período bem difícil.
Minhas parcerias e eu fizemos o media training, definimos a estratégia de anúncio de seu novo trabalho e propusemos uma entrevista exclusiva. O retorno foi impecável. Mas logo veio um teste bem complicado para mim, daqueles de colocar à prova a integridade profissional de muita gente.
Em uma conversa, meu cliente me contou que estava fechando um acordo com um amigo que atua no exterior. Não vou entrar em detalhes sobre a tal parceria, mas ouvindo a história o sinal de alerta tocou imediatamente.
Para mim, aquilo era um risco reputacional enorme. A imprensa poderia entender o acordo da mesma maneira que eu estava entendendo e, em razão disso, “detonar” a imagem do cliente.
Minha atitude:
- Consultei minhas parceiras de projeto para validar minha percepção.
- Liguei para o cliente e fui direta: eu não faria essa divulgação.
- Expliquei os riscos baseada na minha experiência de anos com a imprensa.
Ele tentou justificar com explicações técnicas. Mantive minha posição: “Pode ser legítimo para vocês, mas a percepção pública poderá ser desastrosa”.
Perdi o cliente, mas não imediatamente, e minha recusa não foi dada como motivo para isso.
Você já teve que confrontar um cliente para salvá-lo de uma crise de imagem? Como foi a recepção?