Tentei, mas ficou muito ruim!
Li várias vezes, inclusive aqui no Linkedin, jornalistas de veículos se queixando dos textos que recebem de assessorias de imprensa, claramente escritos com “ajuda” das várias IAs que “cumprem esse papel”.
Não posso, é claro, deixar de acreditar neles, mas resolvi testar.
Tinha um briefing relativamente recente de uma pauta que havia escrito para um cliente. Recebi as informações por escrito a partir de um questionário que eu mesma havia preparado. O texto, aprovado pelo cliente, já estava na rua sendo trabalhado pela assessoria de imprensa que me chama para isso com frequência.
Peguei o questionário respondido e dei a uma IA com um prompt bastante claro e objetivo: o que eu queria, como eu queria e para que eu queria. Nesse caso, fiz questão de pedir para a IA não incluir nenhuma informação por conta própria nem excluir nada importante ou relevante.
O que tenho a dizer de bom da experiência é que a IA “respeitou” essas últimas recomendações de inclusão e exclusão. O texto, para dizer o mínimo, estava confuso. Fiz a mesma experiência com outras IAs. O resultado variou bem pouco no conjunto, mas nunca recebi um texto que pudesse utilizar. Menos ainda mandar para um jornalista como sugestão de pauta de um cliente.
Sei que nós, produtores de conteúdo, estamos perdendo mercado. Tem muito empresa acreditando que as IAs criam textos de alta qualidade para quaisquer finalidades.
Feita a experiência, só posso dizer aos jornalistas de veículos que reclamam da qualidade do que recebem que, sim, eles estão certos. As IAS nem de longe oferecem a qualidade, a clareza e a objetividade dos textos produzidos por profissionais com anos de experiência, como é meu caso.
Aliás, bom informar que não sou apenas profissional de assessoria de imprensa. Basta ver meu perfil no Linkedin: https://www.linkedin.com/in/beth-guaraldo/
A ilustração do post foi feita por uma IA.